Entre o ver e o olhar: a relação dos museus com a Educação de Jovens e Adultos

Resumo:
A dissertação tem por objetivo entender a relação que os museus situados na cidade do Rio de Janeiro, administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), estabelecem com a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Compreendendo os museus como espaços de educação que podem colaborar, por meio de práticas educativas qualificadas, com a luta por autonomia e emancipação dos sujeitos da EJA (Freire,1987), a pesquisa tem como objetivos: (i) identificar quais museus do Ibram recebem turmas da EJA; (ii) conhecer as atividades educativas realizadas/oferecidas para/com esse público escolar; (iii) entender os principais objetivos e motivações dos museus que realizam ações com foco no público da EJA; (iv) analisar o material educativo dos museus. Como recursos metodológicos foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os educadores dos museus selecionados, análise documental de material disponibilizado pelas instituições e observação de visitas mediadas para estudantes da EJA. O trabalho está organizado em cinco capítulos. No primeiro, são introduzidas as questões provocadoras que mobilizaram a realização deste estudo. No segundo capítulo, em diálogo com autores do campo da educação em museus e da Museologia, como Scheiner (2008b) e Valente (2003) é realizado um breve retorno à história dos museus e sua consolidação como espaço educativo, especialmente no Brasil. No  capítulo seguinte, é feito igualmente o exercício de revisitar a história, dessa vez da Educação de Jovens e Adultos no que tange a sua construção enquanto modalidade de ensino através da legislação que a contempla. No quarto capítulo, situa-se a construção do Ibram enquanto autarquia federal, bem como o processo de elaboração de uma Política Nacional de Educação Museal, para, então, dar início ao mergulho nos achados da pesquisa de campo, contextualizando as
instituições participantes, a estruturação e a organização atual de seus setores educativos. O quinto capítulo traz os materiais disponibilizados pelos museus em um diálogo estreito com o que foi ouvido e analisado nas entrevistas e na observação das visitas realizadas pelo público da EJA. Por fim, são apresentados  os achados da pesquisa, entre eles, indícios da exclusão do público da EJA em alguns museus investigados – os museus que veem, mas não olham - o que pode contribuir para reiterar a marca de exclusão que continuamente acompanha os sujeitos jovens e adultos da modalidade (Arroyo, 2005); e também o encontro com o museu do Ibram que têm alçado um vôo solitário na cidade do Rio de Janeiro, ao colocar em prática estratégias que favorecem o recebimento de grupos da EJA em horário noturno, e que desenvolve ações educativas especificamente pensadas para esse público escolar.

AS CRIANÇAS E O GUIA DOS MUSEUS BRASILEIROS COMO OBJETOS DE ESTUDO

Resumo:
O artigo se propõe a apresentar os resultados de uma primeira análise do Guia dos Museus Brasileiros e concepções de criança, escola e museu por parte de instituições culturais da cidade do Rio de Janeiro listadas nessa obra. Enquanto procedimento metodológico, utilizou-se de análise de conteúdo e de discurso na apreciação do Guia e no contato via e-mail e telefone com as instituições. Em diálogo com autores que se debruçaram sobre a temática da cultura, da infância e dos museus, constatou-se equívocos e ambiguidades na elaboração do Guia e nas concepções apresentadas pelas instituições, reiterando a difícil relação entre as escolas e os museus, já apontada em outras pesquisas.

A cidade e os museus: cognição e tecnologias em questão

Resumo:
O presente artigo aborda aspectos relacionados aos espaços não formais de educação, na perspectiva da cidade educadora, e o potencial dos museus no uso de tecnologias digitais para ampliar experiências educativas. Nessa perspectiva, são então analisadas algumas experiências que vêm sendo desenvolvidas nessa área e que incorporam a cidade como ambiente de educação e memória coletiva de uma comunidade, a partir dos artefatos nos quais a memória é incorporada e interpretada. Constata-se que o uso de ambientes virtuais e de tecnologias digitais tem se apresentado de modo cada vez mais recorrente em museus, modificando experiências corporais e culturais, e expandindo os espaços de aprendizagem.

Educação infantil e patrimônio cultural: diálogo entre educadores do Rio de Janeiro e de São Tomé e Príncipe

Resumo:
Quais relações podem ser estabelecidas quando as crianças observam e conhecem as práticas culturais do meio no qual estão inseridas? Buscando refletir sobre questões acerca da formação cultural nas práticas educativas da educação infantil, o artigo discute a construção de outros modos de olhar e valorizar o patrimônio cultural. A partir de um encontro de educadores das ilhas de São Tomé e Príncipe (África) com integrantes do Grupo de Pesquisa em Educação, Museu, Cultura e Infância (GEPEMCI/PUC-Rio) é proposta a elucidação dos conceitos de educação, infância e patrimônio cultural com base na análise de inventários culturais participativos.
Palavras-chave: Infância; Práticas educativas; Patrimônio cultural.

A HISTÓRIA E OS OBJETIVOS DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS PROGRAMAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Resumo: Este trabalho pretende discutir os sentidos da iniciação científica no ensino médio (IC-EM). Considerando a IC-EM como uma experiência em que o aluno tem a possibilidade de vivenciar as etapas do fazer científico, pretendemos discutir os significados formativos dessa atividade. Para tanto, traçamos um histórico do surgimento da IC-EM e analisamos os programas existentes no
Estado do Rio de Janeiro. Todos esses programas parecem reproduzir os objetivos da IC feita por alunos de graduação, na medida em que indicam a possibilidade da IC-EM “despertar vocações científicas” e de levar o aluno a vivenciar o fazer científico. Entretanto, esses programas também possuem objetivos próprio, que apontam para o diálogo entre a IC-EM e a melhoria do ensino de ciências; a articulação entre educação básica e o ensino superior e a possibilidade de novas experiências de ensino e aprendizagem no ensino médio. Percebemos que os estudos sobre as especificidades formativas da IC para alunos de ensino médios ainda são escassos e que o maior diálogo entre as instituições de ensino superior e as escolas seria de grande importância para ampliar as potencialidades desses programas.
Palavras-chave: Iniciação Científica; Ensino Médio; Formação Científica.

O ESTÁGIO EM MUSEUS DE CIÊNCIA: O Museu como Espaço de Produção do Conhecimento e Formação

O presente trabalho tem como objetivo caracterizar o estágio desenvolvido por alunos bolsistas em museus de ciência. Historicamente, esses espaços se consolidaram como locais de produção de conhecimento e educação. Em um primeiro momento, pretendeu-se investigar exclusivamente como a iniciação científica (IC) ocorre nesses espaços e se a formação dos bolsistas se relaciona com as demais atividades museais, como a mediação. Assim, foram levantados quais museus da cidade do Rio de Janeiro possuem bolsistas de IC e, em seguida, realizou-se entrevista com os profissionais das instituições responsáveis por esses
alunos. Entretanto, a ida a campo revelou a presença de outros tipos de bolsa, como a de extensão universitária, levando, portanto, a ampliar os objetivos da investigação, ou seja, incluiu-se a análise da formação dos bolsistas em geral. Buscou-se também, a partir da aplicação de um questionário online, mapear os demais espaços museais no país que possuem alunos bolsistas. A investigação
permitiu a caracterização do estágio quanto à seleção dos bolsistas, atividades desenvolvidas, apresentação dos resultados, avaliação e relação com a mediação. Para a análise das dimensões formativas na IC, estabeleceu-se um diálogo com autores como Latour, Bourdieu, Neves e Martins, e na extensão, com Freire e Paula. A análise das experiências formativas mostrou que a extensão e os museus de ciência podem ser espaços para o diálogo entre o conhecimento científico e a sociedade, onde a produção do conhecimento e a educação, em geral, caminham juntos. Além disso, a pesquisa aponta que a IC e a extensão são processos formativos que podem acontecer simultaneamente e o quanto museus de ciência parecem ser um espaço potente para que essas diferentes formações acadêmicas aconteçam em diálogo.
Palavras-chave: Iniciação Científica; Formação Científica; Extensão Universitária;
Educação em Museus; Mediação em Museus.

A Iniciação Científica em Museus e Centros de Ciência: uma análise em Instituições da Cidade do Rio de Janeiro (RJ)

Resumo: Este trabalho é um recorte de uma pesquisa sobre a Iniciação Científica (IC) em museus de ciência, instituições que sempre estiveram relacionadas à pesquisa e à formação científica. Pretendemos investigar como a IC ocorre nesses espaços, se há algo de particular na IC em museus e como a formação dos bolsistas se relaciona com as atividades museais, como a difusão do conhecimento, mediação, conservação do acervo, entre outras. Na primeira etapa foram levantados os museus da cidade do Rio de Janeiro que possuem bolsistas de IC. Em seguida foram entrevistados os profissionais dessas instituições responsáveis por esses alunos. A análise preliminar dos dados mostra que em algumas instituições há uma formação própria para a pesquisa em divulgação e popularização da ciência, enquanto em alguns museus há uma dicotomia entre a formação de pesquisadores em áreas especializadas (zoologia, por
exemplo) e a formação para a educação em museus.
Palavras chave: formação científica, educação em museus, espaços não formais

Bebês no Museu de Arte: Processos, Relações e Descobertas

A partir da análise dos – (i) Naïf para Nenéns, do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, no Rio de Janeiro e (ii) No Colo, do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, ambos desenvolvidos ao longo de 2016 – a presente dissertação buscou compreender a inclusão de bebês nos programas de educação em museus de arte. Algumas questões nortearam esta pesquisa: Quais são as propostas desenvolvidas para o público de zero a três anos nas instituições estudadas? Qual a intenção dos educadores ao oferecerem ações para esse segmento? Quais estratégias são desenvolvidas pelos educadores das Instituições para que os bebês
interajam com o acervo e com outros participantes? Como se dá a interação dos bebês com as propostas oferecidas, com seus pares e com os adultos? Os recursos metodológicos utilizados foram: (i) entrevistas semiestruturadas com os responsáveis pelas propostas e com adultos acompanhantes dos bebês; (ii) observação das atividades; (iii) análise documental, (iv) registro fotográfico. Esta pesquisa orientou-se pelos estudos do Desenvolvimento Infantil pautado por autores como Vigotski e Tomasello, e da Estética, como Vecchi. Com base na investigação e análise das práticas em questão, em diálogo com o referencial teórico adotado, constatou-se que o contato com os artefatos, com as experiências coletivas e com as propostas de experimentação sensorial pode ser significativo para o desenvolvimento socioemocional e cognitivo dos bebês e para sua inserção na cultura. A inclusão desse público pode oportunizar novas maneiras de estar e pensar os espaços expositivos, contribuindo para sua democratização e ampliação
das possibilidades de mediação.
Palavras-chave: Arte; museus; educação; bebês; famílias.

Dimensões da qualidade Educacional na Rede Municipal do Rio de Janeiro: Entre as formações acadêmica e cultural – O Projeto Escola e Museu

Esta tese tem como objetivo discutir o padrão de acesso dos alunos da rede municipal de educação da cidade do Rio de Janeiro aos equipamentos culturais parceiros da prefeitura no Projeto Escola e Museu. Em geral, a promoção cultural se dá através do diálogo das escolas com instituições diretamente ligadas à cultura como museus, centros culturais, bibliotecas, teatros e planetários. Entretanto, em tempos de responsabilização docente baseada em índices construídos a partir dos resultados das avaliações em larga escala, será que há possibilidades para a formação cultural em espaços de educação não formal? O referido objetivo se desdobra em questões que orientam a investigação: Como as escolas se apropriam dos equipamentos culturais, especialmente dos museus parceiros da SME/RJ? A escola valoriza o diálogo com os espaços de educação não formal? Quais experiências os alunos da rede estão vivenciando nos equipamentos culturais? Para a realização do estudo, foram adotadas as seguintes estratégias metodológicas: i) observação das atividades realizadas com os alunos do ensino fundamental em sete museus e centros culturais parceiros da Secretaria Municipal de Educação (SME/RJ) no Projeto Escola e Museu; ii) realização de entrevistas com a coordenadora do Projeto Escola e Museu e com os docentes participantes; iii) análise documental do projeto, através de textos secundários. A investigação aborda as contribuições dos Estudos sobre Avaliação e Desempenho e Estudos sobre Cultura e Formação Cultural, campos que permitiram investigar as relações entre formação acadêmica e formação cultural no âmbito das políticas públicas educacionais. A pesquisa problematiza a questão da formação cultural fundamentada em autores como Hans-Georg Gadamer e John Dewey. A hipótese que engendrou a pesquisa foi a de que o acesso dos alunos aos equipamentos culturais através do Projeto Escola e Museu pode contribuir para a ampliação da formação cultural, em uma dimensão de experiência crítica, que proporcione o desenvolvimento da emoção estética e a inserção do aluno na sociedade na perspectiva cultural. A partir das análises, as conclusões encontradas foram: (i) em contexto de responsabilização docente, o Projeto Escola e Museu configura-se um exemplo de bom uso dos resultados das avaliações externas, à medida que as escolas participantes são selecionadas a partir de critérios como, por exemplo, estarem situadas em áreas conflagradas da cidade e apresentarem baixo desempenho. Logo, através desse projeto, pode-se perceber uma estratégia de tentar promover a equidade na rede; (ii) o Projeto Escola e Museu cumpre os seus objetivos por: promover o acesso de professores e alunos a museus, centros, institutos de arte e cultura, como atividade articulada ao desenvolvimento do Currículo; estimular a valorização do patrimônio cultural da cidade; estimular a formação de público de visitação a instituições e espaços culturais decorrente do desenvolvimento do interesse de alunos e professores pela apropriação de bens culturais; possibilitar aos alunos aprofundar e diversificar as formas de aprendizagem dos conteúdos das distintas áreas do conhecimento, proporcionados nas visitas às instituições culturais; (iii) o Projeto também apresenta aspectos que
precisam ser melhorados tais como: o atendimento restrito aos alunos do 8º ano; número reduzido de escolas participantes; concentração dos equipamentos culturais na zona sul e no centro da cidade e problemas relacionados ao deslocamento.
Palavras-chave: formação cultural, equipamentos culturais, educação não formal, formação
acadêmica


http://www.gepemci.com.br/tese-priscila/

O pedagogo e os espaços não escolares: a atuação nos museus

O egresso do curso de Pedagogia tem a possibilidade de atuar em espaços não escolares. Esta pesquisa teve como objetivo investigar a atuação do pedagogo nos museus, entendido aqui como espaço de educação não formal. Buscando compreender a atuação do pedagogo nesses espaços, a pesquisa surgiu diante das seguintes questões: Quais atividades o pedagogo realiza no museu? Há especificidades na atuação do pedagogo no museu? O pedagogo pode contribuir para o desenvolvimento das atividades do museu? A formação inicial em Pedagogia é suficiente para a atuação desse profissional? Como é a inserção do pedagogo nas instituições museais? Qual é o papel do pedagogo no museu? Para tanto, foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, com a realização de entrevistas semiestruturadas com cinco pedagogos que atuam em instituições museais da cidade do Rio de Janeiro no segundo semestre de 2015. Constatou-se, ao final da pesquisa, que as atividades realizadas pelos entrevistados estão permeadas pelos conhecimentos pedagógicos, característicos da formação inicial, embora a presença de disciplinas sobre os espaços não escolares não seja frequente nos currículos do curso de Pedagogia das universidades de maior destaque na cidade do Rio de Janeiro. Por último, destaca-se que a contribuição do pedagogo para as equipes museais está diretamente relacionada ao novo papel social dos museus, isto é, ao debruçar-se sobre os diferentes processos de aprendizagem dos visitantes, propondo estratégias de ensino apropriadas, o profissional da área de Pedagogia pode contribuir para o processo de democratização e usufruto desses espaços.
Palavras-chave: Curso de Pedagogia; atuação profissional; pedagogo; educação não formal;
museu.

Bebês e Museus de Arte: Acolhendo descobertas

Resumo: A oferta de ações educativas em museus voltadas para bebês provoca a necessidade de estudos que busquem compreender tais ações, contribuindo para a constituição de práticas significativas. A partir dessas atividades, o artigo apresenta uma reflexão sobre a relação entre arte e a primeira infância. O texto foi orientado por teóricos que valorizam o aspecto cultural no desenvolvimento infantil, em especial por Rinaldi e Vecchi. Foram utilizados documentos das instituições, como registros fotográficos e artigos, além de observações de algumas atividades. Buscou-se identificar caminhos que podem estimular a extensão do acolhimento ao público de zero a três anos nas instituições culturais.

Educação Infantil e Espaços Culturais: possibilidades de apropriação na cidade do Rio de Janeiro

O artigo investiga espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro em suas condições e possibilidades de apropriação pelo segmento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ). A pesquisa utilizou como metodologia questionário online enviado aos espaços culturais da cidade cadastrados no Guia de Museus Brasileiros. Com os resultados, pode-se destacar a dificuldade de comunicação com as instituições, a desigual distribuição dos equipamentos culturais em âmbito municipal e pouca atenção dada às condições de atendimento ao público infantil. Constatou-se, também, que melhorias nas condições e possiblidades de atendimento para esse segmento nos espaços culturais é uma tarefa necessárias para reconhecer as crianças como cidadãs de direitos, e as instituições culturais como espaços democráticos.

Crianças no Museu: mediação, acessibilidade e inclusão Museus de Ideias – edição 2016

Publicação do Projeto Museu de Ideias que promove a realização de palestras e discussões temáticas que envolvam profissionais e outros interessados em torno de questões e estudos centrais no campo museal. No ano de 2016, o evento teve como proposta o debate sobre o público infantil em sua interface com os museus. O GEPEMCI foi convidado a palestrar no evento que culminou com a publicação dos artigos: 

1-  Crianças no Museu: estudos e relatos de mediação - Thamiris Lopes

2- Leitura e cultura: um projeto de biblioteca infantojuvenil - Cristina Carvalho 

3- Bebês no museu: processos, relações e descobertas - Maria Emília Tagliari Santos

Educação Infantil e Espaços Culturais: possibilidades de apropriação na cidade do Rio de Janeiro

O artigo investiga espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro em suas condições e possibilidades de
apropriação pelo segmento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ). A
pesquisa utilizou como metodologia questionário online enviado aos espaços culturais da cidade
cadastrados no Guia de Museus Brasileiros. Com os resultados, pode-se destacar a dificuldade de
comunicação com as instituições, a desigual distribuição dos equipamentos culturais em âmbito
municipal e a pouca atenção dada às condições de atendimento para o público infantil. Constatou-se,
também, que melhorias nas condições e possibilidades de atendimento para esse segmento nos espaços
culturais é uma tarefa necessária para reconhecer as crianças como cidadãs de direitos, e as instituições
culturais como espaços democráticos.
Palavras-chave: Infância. Educação Infantil. Espaços Culturais.


4° GRUPECI – IV SEMINÁRIO DE GRUPOS DE PESQUISA SOBRE CRIANÇAS E INFÃNCIAS

A motivação para a concretização da pesquisa do GEPEMCI baseia-se em alguns estudos já realizados e em andamento por alguns integrantes da equipe com relação ao atendimento oferecido às crianças em museus e centros culturais. As investigações desenvolvidas buscaram conhecer o universo desse atendimento de modo a compreender a concepção de criança que norteia as ações realizadas nessas instituições. Para apresentação no IV GRUPECI, destacamos a seguir, três dessas investigações.

  • Artigo I - Antes das Crianças havia um Guia 
  • Artigo II - Museu, interação e o público infantil: Alguns diálogos possíveis. 
  • Artigo III - O lúdico e a Educação infantil no Museu Internacional de Arte NAIF do Brasil

 

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UMA PRIMEIRA ANÁLISE DO GUIA BRASILEIRO DE MUSEUS

Este texto se propõe a apresentar uma análise do Guia Brasileiro de Museus, que serviu de base para a primeira etapa do projeto “Aprendendo nos museus: conhecendo estratégias educativas e repensando uma pedagogia museual para crianças”. Trabalho apresentado no Seminário PIBIC da PUC-Rio e ganhador da Menção Honrosa do CTCH.

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DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE AO RIO DE JANEIRO: CONSTRUINDO UM NOVO OLHAR ACERCA DO PATRIMÔNIO CULTURA

Artigo publicado nos anais do III Encontro Brasileiro de Pesquisa em Cultura (Pgs 131-141)

Sobre o Evento: Com o tema “Pesquisa em cultura e pluralismo epistemológico”, o Encontro foi organizado pela Pró­Reitoria de Cultura da Universidade Federal do Cariri (UFCA), em parceria com o Programa de Pós­Graduação em Políticas Públicas e Sociedade da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e o setor de estudos em políticas culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa. O EBPC reuniu pesquisadores no campo de cultura para debater e fomentar o diálogo entre instituições e agentes, evidenciando convergências e oportunidades de colaboração neste campo de pesquisa, que cresce a cada ano no país.

Autoras: THAMIRIS LOPES; PRISCILA RESINENTTI; CRISTINA CARVALHO; ROSANA ALEXANDRE; MARIA EMÍLIA

TAGLIARI

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O Público Infantil nos Museus

Este texto apresenta reflexões acerca das relações entre cultura, educação e infância, a partir de estudos que se debruçaram sobre a temática da infância e dos museus, e do acompanhamento das visitas realizadas pelo público infantil ao Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, localizado na cidade do Rio de Janeiro. A investigação teve como objetivo contribuir para o diálogo entre os campos da Educação e da Museologia com vistas à garantia do direito de acesso e ao atendimento de qualidade das crianças pequenas a esses espaços. Com os resultados da pesquisa, foi aferido que os museus possuem um enorme potencial no desenvolvimento de momentos lúdicos de aprendizagem para o público infantil, desde que se diminua a lacuna nos estudos teóricos que elucidam as especificidades da infância nesses espaços.

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Dos quadrinhos para o museu: a democratização da informação em artes para o público infantil

O artigo apresenta uma reflexão sobre a informação das obras de arte para o público infantil em museus, entendidos como aparatos informacionais que devem extrair informações de suas coleções com o intuito de gerar conhecimento para diferentes públicos. A partir da iniciativa do cartunista Mauricio de Souza em transformar seus personagens de história em quadrinhos em obras de arte para espaços museais, e com base na perspectiva walloniana do desenvolvimento infantil, discutimos a inserção de crianças nos museus de arte e as possibilidades de desenvolver ações educativas capazes de incluir esse público específico.

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Mediadores com deficiência nos museus e centros culturais da cidade do Rio de Janeiro

O presente trabalho é um recorte da pesquisa institucional do GEPEMCI, apresentado no XXIV Seminário de Iniciação Científica da PUC-Rio pelas bolsistas Alina Yukari e Késsia Braga, o qual traz a relação dos mediadores com deficiência nos museus e centros culturais da cidade do Rio de Janeiro, com os desafios que enfrentam em seu ambiente de trabalho.

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Mediador Cultural: Um outro olhar para a acessibilidade nos museus

O presente trabalho é um recorte da pesquisa institucional do GEPEMCI e traz a experiência de uma mediadora cega que atua no Centro Cultural do Banco do Brasil. Este trabalho foi apresentado no ano de 2015, no XXIII Seminário de Iniciação Científica da PUC-Rio pelas bolsistas Alina Yukari e Kethlin Christina.

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Relato de experiência Exposição Diálogos no Escuro – Késsia

Este texto traz a experiência de Késsia Azevedo Braga, integrante do GEPEMCI, sobre sua visita à exposição Diálogos no Escuro.

 

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Relato de experiência Exposição Diálogos no Escuro – Alina

Este texto traz a experiência de Alina Yukari, integrante do GEPEMCI, sobre sua visita à exposição Diálogos no Escuro.

 

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